Diário, diário meu...

Diário, diário meu...

Total de visualizações de página

segunda-feira, 21 de março de 2016


SOLIDÃO...

És meu destino?
Minha sina?
Meu fantasma a me perseguir
pelas noites vazias
pelos dias sem horizontes?
A me espreitar
em sonhos impossíveis
pesadelos reais?
Nas ruas
Nas esquinas
Nos bares...
Quando me olho no espelho
te percebo
Fantasma/solidão
sempre comigo
sozinha
ou na multidão
Eu fujo
Te engano
Escapo
Qual cão e gato
Assim vivemos
Um na caça
Outro na fuga.
Vez em quando
nos deparamos
nos olhamos
nos encaramos...
Dura algum tempo
Suficiente para sentir teu hálito
Tua pesada presença!
E...
passamos!
Cada qual para o seu lado
Seu rumo.
Até outra hora!
Até!


SENSIBILIDADES...

Não!
Eu não quero conversar sobre.
Não quero nem pensar!
Evito! Fujo! Despisto!
E, quando menos espero...
Sentimentos...
Pensamentos...
me assaltam!
Como brasa reavivada.
Pequenas fagulhas
ainda no ar,
sorrateiramente
me perseguem.
Parecem, mesmo, me procurar!
Ou
será que eu as atraio?
Vai passar!
Sei que vai!
O problema
é o enquanto não passa...
Não sei se ainda dói tanto quanto antes
Talvez não...
Um misto de desconforto
com melancolia e,
sim,
uma certa tristeza...
sensação de abandono,
solidão,
inferioridade,...
Abatimento instantâneo.
Eu sei que há dores muito maiores,
e piores,
neste mundo. Eu sei...
Hoje consigo entender isso!
É que na hora da dor
é como se nos tornássemos egoístas.
É a nossa dor!
E é a mais doída de todas!
Nem sabemos o que mais existe!
Mas já consigo ser mais racional...
um pouco depois, é claro!
Só me pergunto por que ser tão sensível!
Por que sentir tanto assim?
Por quê?
Às vezes me envergonho de ser assim...
Pareço boba... imatura...
Sentir demais não faz bem!
Mas...
Se eu fosse de pedra, seria melhor?
Iria eu me gostar?
Uma certeza eu tenho:
Prefiro sofrer
a fazer sofrer!
Não adianta, sou assim!
Um dia
melhoro...
Daqui a pouco...

quinta-feira, 10 de março de 2016



AMIZADE

Amizade!
Palavra bonita
Mas o que é amizade?
O que significa?
Qual seu sentido mais profundo?
Quem a possui?
Pode-se possuí-la?
Quem a tem, sabe cuidar?
Sabe manter irrigada tal amizade?
E precisa?
Como? De que modo?
Amizade => sentimento de quem é amigo...
O que vem a ser um amigo?
Se é amigo porque o outro nos é favorável?
Por conveniências? Inconscientemente...
Por comodidade?
Alguns interesses? Casualidade...
É sentimento recíproco?
E quando é somente de uma parte? Acontece?
Já ouvi falarem: "amizade verdadeira!"
Daí, supor que há as que não são verdadeiras...
não diria "falsas", mas não são para "valer"!
São sem compromisso, de ocasião, quem sabe...
temporárias,...
Penso que a tal amizade verdadeira seja baseada
em uma real reciprocidade!
Na consideração pelo outro!
No respeito.
Empatia.
Querer bem.
Importar-se!
Às vezes, divergindo opiniões, discutindo,
e, mesmo assim,
mantendo intacta aquela amizade!
Sentimento acima de qualquer mesquinhez!
Longe de qualquer materialismo!
Que se importa com o outro! Com o ser!
Preocupa-se.
Troca ideias, confidências, até!
Sabe as manias e os gostos.
Diz na cara as verdades
Fala bobagens
Ouve com paciência,... ou não!
Ri e chora junto
Respeita!
Não precisa fingir nem se esconder.
Nem se arrumar ou temer.
Nem disputar.
Cada um é o que é!
Sentimento fraterno.
E aí?
Quem é amigo?
Quem é meu amigo?
Quem é teu amigo?
Haverá amigos?
Saberei, eu, ser?






domingo, 23 de agosto de 2015



QUEM SOMOS? O QUE QUEREMOS? PARA ONDE VAMOS?

Somos um bando de zumbis
exalando feromônios
perdidos pelas noites...
densas noites,
mundo afora...
noite após noite...
no misterioso, nebuloso, envolvente
da noite.
E ali e aqui
olhos parados
olhos perdidos
outros agitados
alguns fechados
olhos sonhadores
olhos abertos que nada vêem
arregalados, assustados
olhos em êxtase
ou tristes
buscando
evitando
admirando
espiando
piscando
conquistando
ou repelindo
No ar da noite
nos bares
nos becos
nas ruas quaisquer
corpos se exibem
procuram
se acham e se perdem...
em todos os lugares
com todas as gentes...
Desnudos os costumes,
a noite
a todos consome!
Sem dó!
Todos
a ela se entregam,
vulneráveis...
É a hipnose da noite,
com seus cheiros,
luzes,
sons,
sabores,
ofertas de sonhos,
sonhos mil!
A noite e seus encantos...
Ou não!
No frenesi da busca,
na ânsia da procura,
no encontro de almas,
ou apenas andando só na multidão,
segue o bando...

08/08/2015 - 3h



quinta-feira, 30 de abril de 2015



DIA TRISTE

Tristeza...
De repente, a avassaladora tristeza!
Acontecimento que se anunciava,
silenciosamente,
mesmo que se negasse.
Fugia eu, daqui,
dali,
sem querer entender o porquê!
E o inevitável
acontece...
inexorável! Acontece...
Seria para não relembrar situações passadas?
Medo de sentir doer o coração,
de novo, vendo no outro tudo que outrora também passei?
Não sei...
Sei apenas que, covardemente,
me escondi
atrás de desculpas covardes.
Lá no fundo, um receio, um medinho, me assombrava...
Adiei...
Adiei...
Quando decidi...
tarde demais!
Até para dizer "adeus",
foi tarde demais!
Poxa vida, dona vida,
que peça me pregaste hoje...
Deu tudo errado!
Comunicações não comunicadas!
Telefone errado!
Horários indisponíveis...
E a vida tão breve... brevíssima!
Fazendo-se... Escorrendo... Escoando...
O tempo urge!
O tempo é cruel!
Que aprendamos, todos, a lição: a vida não espera!
Segundo Clarice Lispector: é um sopro!
E assim, ficamos... assistindo a isso: à vida passando...
As pessoas indo...
Nossos queridos nos acenando...
Mais uma vez ficamos órfãos...
E assim vai sendo...
( Minha querida tia Maria Terezinha Brum Chaves!) - 29/04/2015 -
Meus sentimentos, dedicada e guerreira prima Mariza Chaves, Renato Chaves, ...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014


SAUDADE...

Faz 39 anos...
Hoje foi uma noite de fortes emoções!
Foi demais!
1975... tiveste que partir...
e eu ainda
querendo permear os caminhos
da adolescência...
Fiquei sem chão
Perdi meu referencial
Sozinha
Sem teu amor!
Muitas muitas noites de choro abafado,
escondido
para que ninguém visse
meu sofrer!
Não pude compartilhar contigo
meus devaneios
e sofrimentos de adolescente...
Ficarias orgulhosa de ver tua filha na faculdade...
Minha formatura...
sem ti (senti!)
Do homem da minha vida,
não te pude contar!
Do meu casamento
sem te ter junto a mim
para me arrumar,
para me aconselhar,
para me explicar tantas coisas...
Sem ter teu colo
por todas as vezes
em que me sentia fraquejar!
Queria ter visto tua alegria ao nascer do teu lindo netinho!
Meu loirinho, de cachinhos!
Tu irias te apaixonar!
A falta que me fizeste...
Te queria ao meu lado
nos bons e nos maus momentos!
Para tudo partilharmos... Éramos tão cúmplices!
Ai, que saudades do teu cheirinho,
do teu colo,
do teu abraço e dos teus beijos!
Das comidas deliciosas que só tu sabias fazer!
Da tua alegria de viver!
Ah, minha eterna e amada mãe!
O amor não se extingue...
Recebi tua mensagem de amor,
teu coração pulsante,
teu abraço terno, amoroso!
Ah, quanta saudade!
Eu entendo que não foi tua culpa, nem de ninguém!
Na minha tristeza e ignorância,
milhares de vezes, perguntei: "por que tiveste que me deixar?"
Perdão,
isto não dependia de ti!
Mas no egoístico amor, queremos sempre ao nosso lado
aqueles que amamos! Sempre!
Aprendi,
a duras penas,
a viver!
Muito me ensinaste nos poucos anos em que juntas estivemos!
E não esqueci tuas lições!
O importante, agora,
é que estás bem
e que te orgulhas de mim, de meu aprendizado!
Inevitável, a saudade...
Ainda mais nesta época de fim de ano,
em que afloram os sentimentos!
Obrigada pelo presente!
Obrigada, meu Deus!
Te amo, minha mãe!
Sempre!