Diário, diário meu...

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sábado, 10 de abril de 2010

UMA HISTÓRIA DE AMOR - Parte II


É, o namoro resistiu ao Carnaval! E seguiu.
Além dos sábados e domingos, costumávamos nos ver, também, às segundas, quartas e sextas-feiras.
Não tenho certeza, mas acho que foi em abril que o Cometa Halley passaria e seria visto a olho nu. Fomos todos para a praia, admirá-lo. Quase que a noite inteira sem dormir, na espera. Acho que que olhamos tanto só para nós que mal vimos o Cometa!!!
Como é lindo o início de tudo! De um namoro, então... As descobertas, os sorrisos sem fim, beijos e abraços intermináveis, espontâneos, as juras de amor, os olhares cúmplices, as mãos, os toques, carinhos... Um querer estar juntos para sempre...
A primeira troca de presentes...
Interessante é que as datas são sempre lembradas e comemoradas. Dia dos Namorados, então... É um nervoso só!
Jamais esqueci: a pulseirinha de prata, fininha, que ganhei de aniversário! AMEI! E o coitado, daí a cinco dias me dava outro presente (do Dia dos Namorados!), um ursinho de pelúcia!!! Que fofura! Eu estava nas nuvens! Jamais havia ganhado um de namorado; algumas amigas, já! E fora o que se via nos filmes românticos! Eu sonhava! Era meu sonho realizado!
Era inverno e combinamos de ir a uma pizzaria num sábado. Arrumei-me e saímos. Estranhei o fato de que no caminho ele resolveu comprar um vinho. Disse-me que era uma surpresa. O danadinho levou-me para conhecer os pais dele e a irmã, sem me avisar antes. Como fiquei nervosa! Toda envergonhada, nem sei como consegui comer. A mãe dele apresentou-me uma pizza maravilhosa, uma delícia! A massa feita por ela!
Assim, em alguns sábados muito frios, íamos para lá assistir a filmes e minha adorável sogra servía-nos chazinho e bolo. Outras vezes eu ia para a cozinha e preparava uns lanches gostosos para todos nós.
Verão. Que vergonha de mostrar o corpo, com medo da crítica (nunca fui magrinha) e por estar branquinha depois do longo inverno. Mas fui vencendo a timidez aos poucos e pego bronzeado com facilidade. Dávamos longas caminhadas na praia. Banhos de mar que ora pareciam uma grande brincadeira de crianças ora, dois corpos sedentos de amor.
E foi neste verão que eu vi o que era o amor. Não sei se foi por educação, ou porque eu era assim mesma, mas optei por ter relação sexual só se fosse com quem realmente eu amasse e me sentisse amada. Nunca quis saber se era cedo ou tarde, importava era o que eu sentia. E naquele momento eu sabia o que queria e com quem. Foi em uma noite de lua cheia, com muito amor e carinho, um certo medo, claro, nervoso, frio na espinha,... mas inesquecível!!! Aliás, um verão inesquecível!

sábado, 3 de abril de 2010

UMA HISTÓRIA DE AMOR - Parte I


Carnaval. Era jovem e gostava muito de carnaval. Foi em 1986, fevereiro. No final do mês, haveria a minha formatura na faculdade! Tudo era festa! Por hora, os preparativos para os bailes da folia de Momo. Meu irmão, primos e amigos bolaram um bloco para irmos aos bailes. Éramos em torno de trinta pessoas. Ah, era, também, o ano em que poderíamos visualizar o Cometa Halley! Faláva-se muito nisso! Imaginem qual era o nome do bloco? Halley! Claro! As meninas, todas de vestidinho frente única, verde, com o bordado em paetês de um cometa, na frente e um chapeuzinho de telinha, branco e, o rapazes, de short branco e colete verde, com o mesmo bordade, nas costas e uma faixa branca na cabeça. Verde e branco eram as cores do nosso clube. Haveria, inclusive, prêmio para o bloco mais animado. Claro que ganhamos!
Na primeira volta no salão, eu o vejo! Sorriso largo, olhar que me seguiu e me encantou! Na segunda volta, é óbvio que ele se chegou!
"Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval..." E o primeiro beijo, qual a marchinha, aconteceu. Furtivo, rápido! E gostei!
O próximo baile seria em outro clube. Combinamos, eu e ele, de irmos em um terceiro salão.
Onze da noite. Chegam minhas primas para sairmos juntas ao encontro dos demais componentes do bloco. "Bah, tô esperando o João, vamos em outro clube."
" Ele vai te dar o bolo; não vem, olha a hora!"
Já no "QG" do grupo, dançamos até rock, caipira rolando, muita festa. E pro baile.
Que fria! O baile estava péssimo! Um cara muito chato grudou em mim. Fez até com que eu chorasse com a triste história dele. De separação. Em pleno carnaval! Arrependidérrima !!!
Próximo baile(fomos a nove bailes, naquele fevereiro). "Ele tá lá na copa com uma pistoleira! Vai lá!"
"Eu não!"
Já no salão, vi a tal, com um shortinho, camiseta, chapéu de cowboy, e coldre com 2 revólveres na cintura. Minha prima era terrível! Tive que rir.
Ele fez a volta no salão. Largou a pistol girl e veio. "Bonito, né? Me deste um bolo daqueles!"
"Desculpa! Me perdoa! Sabes como é, né? As gurias me fizeram achar que não chegarias, daí fui com o bloco! Senão eu não teria mais como sair sozinha!"
Último dia de carnaval. Saímos de dia para namorar. "Vamos ficar por aqui ou continuamos após o carnaval?" Assim, na lata! Nossa, ele me deixou toda nervosa! Feliz, respondi que continuaríamos.