Diário, diário meu...

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domingo, 22 de outubro de 2017


ATITUDES

Certas atitudes
nos fazem tão mal...
Fazem doer!
Calamos.
Não demonstramos.
Mas choramos por dentro.
Por dentro, um pouquinho de cada vez que nos vão machucando, vamos desabando...
Pouco a pouco
as decepções vão se formando.
Que triste isso!
Quão desnecessário isso!
Tão mais fácil o caminho do meio!
Mas as pessoas andam (ou sempre foram?)
extremistas!
Tão mais frouxa, leve, seria a vida... seriam os relacionamentos...
Tão mais fácil...
A empatia parece esquecida...
Colocar-se no lugar do outro deveria ser prioridade de vida!
Perceber o outro!
Perceber que o outro possui sentimentos, sim!
Que pensa por si mesmo, sim!
Que é um ser capaz de pensar, de criticar, de entender...
De sentir!
E aí, de se magoar, de se entristecer, de se decepcionar...
Parar de olhar somente para si, para poder ver, entender, sentir o outro! Exercício mais do que necessário! Vital! E de amor!
Porque amor é isso: é despir-se de si, para vestir-se no/do outro!
É doar-se!
Principalmente, quando se é Pai ou Mãe!
É um quase esquecer-se de si mesmo, para acolher, aninhar, aquele ser que se colocou no mundo!
Para amar
Para ensinar
Para compartilhar
Por toda a vida!
Pedaço da gente!
Sangue do nosso sangue!
Como não amar?
Mas
amar sem egoísmo...
sem pedir nada em troca...
Amar por amar!
Simplesmente amar...
e se deixar amar!
Só isso!


Maio/2017

segunda-feira, 21 de março de 2016


SOLIDÃO...

És meu destino?
Minha sina?
Meu fantasma a me perseguir
pelas noites vazias
pelos dias sem horizontes?
A me espreitar
em sonhos impossíveis
pesadelos reais?
Nas ruas
Nas esquinas
Nos bares...
Quando me olho no espelho
te percebo
Fantasma/solidão
sempre comigo
sozinha
ou na multidão
Eu fujo
Te engano
Escapo
Qual cão e gato
Assim vivemos
Um na caça
Outro na fuga.
Vez em quando
nos deparamos
nos olhamos
nos encaramos...
Dura algum tempo
Suficiente para sentir teu hálito
Tua pesada presença!
E...
passamos!
Cada qual para o seu lado
Seu rumo.
Até outra hora!
Até!


SENSIBILIDADES...

Não!
Eu não quero conversar sobre.
Não quero nem pensar!
Evito! Fujo! Despisto!
E, quando menos espero...
Sentimentos...
Pensamentos...
me assaltam!
Como brasa reavivada.
Pequenas fagulhas
ainda no ar,
sorrateiramente
me perseguem.
Parecem, mesmo, me procurar!
Ou
será que eu as atraio?
Vai passar!
Sei que vai!
O problema
é o enquanto não passa...
Não sei se ainda dói tanto quanto antes
Talvez não...
Um misto de desconforto
com melancolia e,
sim,
uma certa tristeza...
sensação de abandono,
solidão,
inferioridade,...
Abatimento instantâneo.
Eu sei que há dores muito maiores,
e piores,
neste mundo. Eu sei...
Hoje consigo entender isso!
É que na hora da dor
é como se nos tornássemos egoístas.
É a nossa dor!
E é a mais doída de todas!
Nem sabemos o que mais existe!
Mas já consigo ser mais racional...
um pouco depois, é claro!
Só me pergunto por que ser tão sensível!
Por que sentir tanto assim?
Por quê?
Às vezes me envergonho de ser assim...
Pareço boba... imatura...
Sentir demais não faz bem!
Mas...
Se eu fosse de pedra, seria melhor?
Iria eu me gostar?
Uma certeza eu tenho:
Prefiro sofrer
a fazer sofrer!
Não adianta, sou assim!
Um dia
melhoro...
Daqui a pouco...

quinta-feira, 10 de março de 2016



AMIZADE

Amizade!
Palavra bonita
Mas o que é amizade?
O que significa?
Qual seu sentido mais profundo?
Quem a possui?
Pode-se possuí-la?
Quem a tem, sabe cuidar?
Sabe manter irrigada tal amizade?
E precisa?
Como? De que modo?
Amizade => sentimento de quem é amigo...
O que vem a ser um amigo?
Se é amigo porque o outro nos é favorável?
Por conveniências? Inconscientemente...
Por comodidade?
Alguns interesses? Casualidade...
É sentimento recíproco?
E quando é somente de uma parte? Acontece?
Já ouvi falarem: "amizade verdadeira!"
Daí, supor que há as que não são verdadeiras...
não diria "falsas", mas não são para "valer"!
São sem compromisso, de ocasião, quem sabe...
temporárias,...
Penso que a tal amizade verdadeira seja baseada
em uma real reciprocidade!
Na consideração pelo outro!
No respeito.
Empatia.
Querer bem.
Importar-se!
Às vezes, divergindo opiniões, discutindo,
e, mesmo assim,
mantendo intacta aquela amizade!
Sentimento acima de qualquer mesquinhez!
Longe de qualquer materialismo!
Que se importa com o outro! Com o ser!
Preocupa-se.
Troca ideias, confidências, até!
Sabe as manias e os gostos.
Diz na cara as verdades
Fala bobagens
Ouve com paciência,... ou não!
Ri e chora junto
Respeita!
Não precisa fingir nem se esconder.
Nem se arrumar ou temer.
Nem disputar.
Cada um é o que é!
Sentimento fraterno.
E aí?
Quem é amigo?
Quem é meu amigo?
Quem é teu amigo?
Haverá amigos?
Saberei, eu, ser?






domingo, 23 de agosto de 2015



QUEM SOMOS? O QUE QUEREMOS? PARA ONDE VAMOS?

Somos um bando de zumbis
exalando feromônios
perdidos pelas noites...
densas noites,
mundo afora...
noite após noite...
no misterioso, nebuloso, envolvente
da noite.
E ali e aqui
olhos parados
olhos perdidos
outros agitados
alguns fechados
olhos sonhadores
olhos abertos que nada vêem
arregalados, assustados
olhos em êxtase
ou tristes
buscando
evitando
admirando
espiando
piscando
conquistando
ou repelindo
No ar da noite
nos bares
nos becos
nas ruas quaisquer
corpos se exibem
procuram
se acham e se perdem...
em todos os lugares
com todas as gentes...
Desnudos os costumes,
a noite
a todos consome!
Sem dó!
Todos
a ela se entregam,
vulneráveis...
É a hipnose da noite,
com seus cheiros,
luzes,
sons,
sabores,
ofertas de sonhos,
sonhos mil!
A noite e seus encantos...
Ou não!
No frenesi da busca,
na ânsia da procura,
no encontro de almas,
ou apenas andando só na multidão,
segue o bando...

08/08/2015 - 3h



quinta-feira, 30 de abril de 2015



DIA TRISTE

Tristeza...
De repente, a avassaladora tristeza!
Acontecimento que se anunciava,
silenciosamente,
mesmo que se negasse.
Fugia eu, daqui,
dali,
sem querer entender o porquê!
E o inevitável
acontece...
inexorável! Acontece...
Seria para não relembrar situações passadas?
Medo de sentir doer o coração,
de novo, vendo no outro tudo que outrora também passei?
Não sei...
Sei apenas que, covardemente,
me escondi
atrás de desculpas covardes.
Lá no fundo, um receio, um medinho, me assombrava...
Adiei...
Adiei...
Quando decidi...
tarde demais!
Até para dizer "adeus",
foi tarde demais!
Poxa vida, dona vida,
que peça me pregaste hoje...
Deu tudo errado!
Comunicações não comunicadas!
Telefone errado!
Horários indisponíveis...
E a vida tão breve... brevíssima!
Fazendo-se... Escorrendo... Escoando...
O tempo urge!
O tempo é cruel!
Que aprendamos, todos, a lição: a vida não espera!
Segundo Clarice Lispector: é um sopro!
E assim, ficamos... assistindo a isso: à vida passando...
As pessoas indo...
Nossos queridos nos acenando...
Mais uma vez ficamos órfãos...
E assim vai sendo...
( Minha querida tia Maria Terezinha Brum Chaves!) - 29/04/2015 -
Meus sentimentos, dedicada e guerreira prima Mariza Chaves, Renato Chaves, ...